quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Roma antiga


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Roma Antiga - Formação Histórica

Localização e os primeiros povos:

Roma localiza-se na península Itálica, na região do Lácio,às margens do rio Tibre. A península era habitada por vários provos.

Ao Norte: gauleses  e etruscos
Ao Centro: italiotas; úmbrios, samanitas e latinos
Ao Sul: fenícios e gregos







Fundação: Lenda e história

Os romanos explicavam a origem de sua cidade por meio de lendas que envolviam deuses e heróis.
Na obra Eneida, o poeta romano Virgílio, conta que Enéias, um príncipe troiano, fugiu para a Península Itálica após a destruição da cidade de Tróia pelos gregos. Na região do Lácio, fundou a cidade de Lavínio. Mais tarde, seu filho Ascânio fundou a cidade de  Alba Longa.
Segundo a lenda, Enéias foi sucedido por doze reis, até que houve uma briga entre dois irmãos, Numitor e Amúlio que queriam ser os reis de Alba Longa.
Amúlio venceu e mandou matar os filhos e os netos de Numitor. Os gêmeos, Rômulo e Remo, foram jogados em um cesto nas águas do rio Tibre. Os deuses protegeram os meninos, que foram amamentados por uma loba e depois criados e educados por um pastor de nome Fáustulo.
Quando adultos Rômulo e Remo retornaram para Alba Longa, mataram o tio-avô e devolveram o trono da cidade ao legítimo sucessor, seu avô Numitor. Receberam permissão para fundarem uma cidade. Assim, Rômulo fundou a cidade de Roma, sobre as sete colinas. Surgiu uma disputa entre os dois irmãos para saber quem reinaria em Roma. Rômulo matou Remo, passando a reinar sobre a cidade, fundada em 753 a.C.
Depois de Rômulo, a cidade de Roma teve sete reis. Rômulo organizou o Senado, uma das principais instituições do governo em Roma, e dividiu a sociedade romana em dois grupos: os patrícios e os plebeus.
Historicamente as pesquisas indicam que o nascimento de Roma está ligado aos povos italiotas (sabinos e latinos) por volta do século VIII a.C. Mas foi só por volta do século VII a.C. que os etruscos consolidaram a fundação de Roma, ao se expandirem pela região do Lácio.

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Os Etruscos moldaram em bronze a lendaria liva romana, que se tornou um dos símbolos da cidade. As figuras de Rômulo e Remo foram acrescentadas muitos séculos depois, na época do Reascimento.






Organização social

A sociedade romana dividia-se em  quatro estratos sociais:  os patrícios, os clientes, os plebeus e os escravos.


  • Patrícios: aristocracia romana. Possuíam direitos políticos e as melhores terras.
  •  Clientes: buscavam proteção dos patrícios. Em troca, prestava todo tipo de serviço. Tinham direitos políticos e eram mais pobres que os patrícios.
  •  Plebeus: Maioria da população. Eram donos de pouca ou nenhuma terra. Eram livres, porém sem direitos políticos. Não participavam dos cultos religiosos e viviam ameaçados pela escravidão por dívida.
  •  Escravos: Não eram considerados cidadãos e não possuíam direitos. Eram escravos os prisioneiros de guerra e os devedores.





Periodização:

Monarquia (753 - 509 a.C) 

- Conhecido como o período da realeza, segundo a tradição sucederam sete reis, dede Rômulo em 753 a.C. , até Tarquínio, o soberbo, em 6509 a.C.
- Período envolto em lendas, mas ainda assim pode-se afirmar o importante papel dos etruscos, pois vários reis tinham  origem etrusca.
- O último rei de Roma - Tarquínio, o Soberbo ( 534 a 509 a. C) em razão de suas abitrariedades e de seu conflito com o Senado, ao queres reduzir a importância dessa instituição na vida política romana, acabou por ser expulso da cidade, sendo instituida, então, a República.

O Senado - Uma das mais antigas instituições de Roma. Na época monarquica o Senado representava a continuidade do poder soberano do Estado, pois era ele quem nomeava o rei, renunciando ao seu próprio poder, que se tornava mais consultivo que decisório.
Muitas vezes, o conflito entre o Senado e os demais detentores do poder (reis, cônsules, etc) - ou a busca de equilibrio entre eles - foi a tônica da história política de Roma
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República  (509 - 531 a.C.)

As instituições políticas romanas:

- Após a monarquia e com o intuito de evitar a cultura despótica criada durante a monarquia, o poder deveria ser de alguma maneira partilhado.
- O Senado, sai fortalecido e passa a ter um papel de destaque durante a república. 
- No lugar do rei foram eleitos dois cônsules, tinham os mesmos poderes dos reis mas permaneciam no cargo apenas um ano.  Um deles nada podia fazer sem o consentimento do outro. Em caso de perigo grave, os dois cônsules nomeavam um ditador, que governava no máximo por seis meses, investido de poderes absolutos.

Características do período republicano:

- Internamente, o período marcado por lutas entre patrícios (privilegiados) e plebeus (não privilegiados), guerras civis, disputas pelo poder e conflitos entre côsules e o Senado.
- No plano externo, merecem destaques a extensão do poder territorial de Roma sobre toda a peninsula Itálica e o confronto com Cartago (Guerras Púnicas, 264 - 146 a.C.) garantindo o controle sobre o meditrerraneo e territórios adjacentes. 

Luta entre patricios e plebeus:

Em 498 a. C ocorre um levante dos Plebeus e o Senado instaura a ditadura. Como resultado a plebe consegue a instituição dos Tribunos na Plebe como seus representantes junto ao senado.


Lei das doze tábuas: Em 450 a.C. os plebeus, representados por seu Tribuno da plebe, conseguiram a criação e aprovação dessa lei que é o primeiro conjunto de leis romanas escritas. Sua importância está relacionada ao fato de a escrita ser uma forma de evitar a manipulação e corrupção das leis a favor de alguém – o que normalmente acontecia pelos patrícios.
Lei Canuléia: por volta de 445 a.C. foi aprovada esta lei que permitia o casamento entre plebeus e patrícios, sendo que os filhos de tal união seguiriam a condição do pai; ou seja, se o pai fosse patrício, os filhos também o seriam, sendo uma possibilidade de conseguir passar de uma classe para outra.
Lei Licínia: aprovada em 367 a.C., essa lei possibilitava que os plebeus pudessem eleger magistrados entre os homens de sua classe, inclusive um dos cônsules deveria ser sempre plebeu.
Outras leis, ainda, foram aprovadas, como o fim da escravidão por dívida e a possibilidade de eleger sacerdotes para administrar a vida religiosa.


A conquista da Itália


Ao norte da Itália ficava a Gália; o povo que a habitava, os gauleses, tiveram muitos choques como os romanos. Em 390 a.C. Roma foi invadida pelos gauleses e, para abandoná-la , exigiram o pagameto de um grande resgate.
Após neutralizar os gauleses (que só seriam definitivamente derrotados  por Júlio César em 52 a.C.) Roma consilida seu pooder sobre a Itália Central, passando também a controlar o sul, fato que conduziu ao confronto com Cartago.

As Guerras Púnicas


As razões da guerra: O controle de Roma sobre o Sul da Itália e sua Chegada à Sicília provocam desavenças com Cartago, antiga colônia fenícia. A Sícilia era uma ponto estartégico no Mediterrâneo, encravada entre o sul da Itália e o norte da Africa; assim, seu controle era de vital importência militar e comercial, tanto para Roma como para Cartago.

"Os cartagineses eram chamados de poeni pelos romanos, derivando disto o nome de "púnicas"  dado a essas guerras que ser estenderam por um enorme período."

Primeira Guerra púnica (264 - 241 a.C.):  Ao longo de mais de duas décadas, romanos e cartagineses estveram em estado de guerra permanente. Na maior parte do seu tempo, a luta concentrou-se no território da Sicília. Ao final desse período Roma conseguiu estender seu domínio sobre sobre toda a Sicília, que se tormou a primeira província romana. Cartago foi obridada a pagar uma grande indenização de guerra a Roma.

Segunda guerra púnica (218 - 201 a.C.): Após a derrota para Roma, Cartago dirigiu suas atenções para o Mediterrâneo Ocidental, estabelecendo diversas colônias na costa da Espanha. Contudo, o desejo de desforra contra os romanos não desaparecera de todo. O general Aníbal, chefe das Forças Cartaginesas na Espanha, tinha um grande contingente de homens, armas e aniamis sob o seu comando. Assim acabou se tornando responsável por um dos grandes feitos militares da antiguidade: com seu exército, realizou uma longa jornada, atravessando os Pirineus, a Gália e os Alpes invadindo a Itália pelo norte e deflagrando a segunda guerra púnica.
Aníbal acreditava que muitas cidade italianas aproveitariam essa ocasião para se rebelar contra Roma; entretando, poucas o fizeram. Sem a adesão dessas cidades e  sem ois reforços que ele esperava de Cartago, os cartaginenses acabaram mais uma vez derrotados pelos romanos, que passam a dominar tanto o norte da Africa quanto a Espanha, que se torna provincia romana.

Terceira guerra púnica (149 -146 a.C.) - Mais de cinquenta anos após o fim da Segunda guerra púnica, Cartago volta a desfrutar de prosperidade econômica, entrando em choque com alguns interesses comerciais de Roma, além de defender-se de um ataque da Númidia ( sem o consentimento dos romanos). Esses foram os pretextos para uma nova guerra, ao fim da qual Cartago foi destruida.

 O fim da Republica

Júlio César, um dos grandes generais romanos, dá um golpe no Senado e intitula-se Ditador de Roma.
Esse período é conhecido como o dos grandes generais, que se tornam ditadores através de seu prestígio diante das campanhas de expansão do Império.


Otávio substitui Júlio César instituindo o Império, e se declarando IMPERADOR ROMANO. Nos dois primeiros séculos desse regime a cidadania foi concedida amplamente a quase todos os habitantes do Império, mas enquanto aumentava o número de cidadãos, diminuía a importância da Cidadania.

Império Romano ( 27 a.C. - 476 d.C):  Otávio Augusto organizou o Império, o Senado é uma instituição que continua existindo e vai haver uma redução do avanço das conquistas, pois o exército se torna muito oneroso e também vai haver uma redução do número de escravos.


No Império, há muitas tensões sociais já que os Plebeus voltavam das campanhas militares, na miséria, com o objetivo de controlar as tensões sociais, os governantes ofereciam divertimentos através da luta de gladiadores, alimentavam o povo com pão, política chamada de Pão e Circo.

PAX ROMANA: foi um período de paz em Roma  que foi organizada por Octavio Augusto e mantida durante dois séculos por seus sucessores.
O Regime político instituído  por Octavio Augusto levou, em pratica-a, a dar-lhe o poder para dirigí-lo tudo, ou ao menos, para o controlar tudo.  Era necessário um imperador para impor às fações, aos governadores de províncias, aos chefes de exército e aos homens de dinheiro. Apesar da paz, as revoltas internas continuavam sendo possíveis, embora a paz quase não foi alterada: produziram-se alguns movimentos nas províncias de população sedentária, mas foram raros e de amplitude limitada.
Muito rara vez eram guerras defensivas (provocadas por uma agressão). Muito mas frequentes eram as guerras que tinham como fim a conquista, embora estas apresentavam diferentes tipos.


 Crise no império Romano

Com a diminuição do número de escravos, a mão de obra passa a ser institucionalizada pelo Estado através do SISTEMA DE COLONATO - as pessoas passam a ficar LIGADOS A TERRA.

Com a economia enfraquecida e o aumento constante do Império, aumentava-se a cobrança de Impostos, seguida da pressão nas fronteiras por povos conhecidos como BÁRBAROS.

Para os Romanos bárbaro eram aqueles povos que vivam fora dos domínios do Império Romano e não tinham a mesma cultura, para os Romanos os Bárbaros eram povos inferiores.

Esses povos bárbaros passaram a pressionar as fronteiras do Império, primeiramente se inserindo ao exército romano, e depois invadindo as fronteiras e cidades romanas. Isso levou a população urbana migrar para as zonas rurais, processo chamado de RURALIZAÇÃO DA SOCIEDADE OU ÊXODO URBANO. As pessoas que migraram ofereciam seus serviços em troca da proteção dos grandes fazendeiros.

Vários foram os povos que entraram nos domínios romanos: Vikings, Hunos, etc, mas os que estabeleceram domínios foram os povos de origem germânica.

Com o Imperador Constantino ocorre a TOLERÂNCIA RELIGIOSA em relação aos cristãos, o chamado ÉDITO DE MILÃO.

Com o governo de Constantino também houve a fundação da capital oriental do Império Romano na antiga cidade de Bizâncio, rebatizada de Constantinopla, onde posteriormente floresceu a civilização Bizantina. 

O Imperador Teodósio, decretou o Cristianismo como religião oficial através do Édito de Tessalônica e após sua morte o Império foi dividido entre IMPÉRIO ROMANO DO OCIDENTE E DO ORIENTE, este durando até 1453, com a tomada de Constantinopla pelos Turcos Otomanos, atual capital da Turquia, a cidade de Istambul.


Já o Império Romano do ocidente termina com a entrada de povos estrangeiros em seu território.






segunda-feira, 5 de junho de 2017

Antiguidade Clássica - Grécia

Grécia Antiga - Formação histórica

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Localização:

A Grécia está localizada ao sul da penísula Balcânica, na região do Mediterrâneo oriental, podemos distinguir na Grécia Antiga a árte continental, a insular e as colônias que envolviam regiões da África, Ásia e Europa.

Primeiro Povos

Consideram-se os pelágios como os antigos habitantes da região. Por volta de 2000 a.C. a área da Grécia Antiga foi invadida pro povos indo-europeus (aqueus, jônios, eólios e dórios). O intervalo entre os séculos XII e VIII a.C. é conhecido como perído homérico. O estudo desse período fundamenta-se nas obras da Ilíada (guerra dos gregos contra Troia) e Odisséia (viagem de Ulisses, rei de Ítaca, retornando à patria depois da guerra).

Cidade-estado - a pólis grega

Ponto de partida: família reunida em torno do chefe. Conjunto de famílias forma um clã (genos). Conjunto de genos forma fratrias. Conjunto de frátrias forma uma tribo (filo). Há um chefe, o filobasileu. Forma-se a pólis, com a Acrópole (cidade fortificada) e os demos. A pólis grega veio a se constituir na principal unidade político-administrativa da Grécia Antiga.

Formas de governo

Váriável conforme a cidade-estado. Em Atenas, por Exemplo, observamos a Monarqua, a oligarquia, a tirania e a democracia.
As cidades-estado dispunham de instituições de autogoverno, chegaram a desenvolver em algumas delas forma colegiandas de governo, integradas por aqueles que eram considerados cidadãos.
Por intermédio da cidades-estado, a civilização grega tornou-se capaz de erigir um importante império comercial quer chegou a controlar vastas partes da bacia do Mediterrâneo e adjacências. Em contraste com as monarquias teocráticas do Egito, da Pérsia e da Mesopotâmia, as cidades-estado gregas ampliaram a participação política de seus habitantes. 

Esparta

Localizava-se  na Lacônia, ao sul da península do Peloponeso. Os espartanos descendiam dos dórios. Eram ligados a atividades agrícolas e militares.
As leis e a organização social de Esparta tinham por finalidade criar um povo de guerreiros. Desde seu nascimento o espartano fica à disposição do Estado. Desde jovens eram integrados ao Exército, recebendo uma educação tipicamente militar. Suas obrigações para com as arma somente cessavam aos 60 anos. As menias também recebiam educação do Estado, que pretendia torná-las fortes para gerarem filhos vigorosos e sadios.


Organograma político-social de Esparta
Elforato
5 éforos eleitos por 1 ano
Diarquia
2 reis hereditários e vitalícios
Gerúsia
28 anciãos aclamados e vitalícios

Apelá
Todos os cidadãos (espartanos) com mais de 30 anos reúnem-se uma vez por mês, escolhem éforos e anciãos




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Espartanos: Cidadãos livres, com direitos políticos e civis
Periecos: Artesãos comerciantes, livres, mas sem direitos políticos
Hilotas: Servos, propriedades do Estado, sem nenhum direito


Atenas

Localização e sociedade

Çocalizava-se na Ática, no sudeste da Grécia Continental. Enquanto Esparta tinha mais atividades agrícola e militar, Atenas tinha intensa atividade mercantil. Havia maior mobilidade social.


Sociedade ateniense
Eupátridas
Os bem-nascidos: aristocracia, proprietários de terras. No ínicio controlavam o poder
Georgoi
Pequenos proprietários
Metecos
Estrangeiros sem direito à cidadania; dedicavam-se a atividades artesanais e mercantis
Escravos
De maneira geral, prisioneiros de guerra. Chegou a existir escravidão por dívidas

Instituições atenienses

A educação

A educação ateniense visava não somente à formação física, mas também a intelectual do cidadão. A lei exigia que os pais dessem instrução aos filhos. As escolas eram particulares e dirigidas por mestres pagos pelos pais. 

A política

No início a cidade-estado era governada por um rei (basileu), que tinha funções militares, religiosas e civis. Com o tempo foi criado o arcontados. Esse governo aristocrático provocou revoltas sociais.
Atribuiu-se ao legislador Drácon (621 a.C.) a criação de leis escritas que regularam as relações entre os estratos sociais.


Instituições políticas atenienses
Arconte-rei
Funções religiosas
Arconte polemarco
Poder militar
Arconte epônimo
Poder judiciário
Tesmonetas
Preservavam decisões que tinham força de lei
Areópago
Conselho
Assembléia popular
Elegia magistrados


O arconte Sólon (594 a.C.) classificou os cidadãos em quatro classes e de acordo com suas rendas.

A democracia ateniense

Psistrato (560 -529 a.C.) confiscou as terras dos nobres e as entregou aos agricultores.
Clístenes (565-500 a.C.) completou a obra de Sólon. Conhecido como "pai da democracia", pois suas reformas pretendiam tornar possível a todos os cidadãos de Atenas fazerem-se representar nas instituições de governo.
Péricles (499-429 a.C.) estabeleceu o pagamento de salários para o exército de funções públicas.
Atenas, por volta do século V a.C., constitui modelo de governo democrático, caracterizado pela igualdade dos cidadãos perante a lei, o direito de receber honras por mérito pessoal e não por hereditariedade, o direito de apelar para tribunais e assembléias, o direito de votar e participar do governo. 

Das guerras Médicas ao Império Macedinônico

Guerras Médicas (492 - 479 a.C)

Os gregos fundaram colônias na região da Ásia Menor. Os Persas, em expansão, viam nos gregos uma ameaça para seu império. Dario, rei da Pérsia, interferiu nessas colônias, pressionando e cobrando tributos, o que provocou a revolta das mesmas. Tal revolta foi apoiada por Atenas, fazendo com que Dario investisse contra ela. Esse período deu inicio às guerras Grego-pérsicas ou Médicas.
As cidades-estado gregas decidiram unir recursos materiais e humanos para enfrentar o imperio. No rocesso dessa guerra, Atenas destaca-se no conjunto das cidades-estado.
Em 490 a.C., os Persas desembarcam na planície de Maratona e são derrotados pelos atenienses e seus aliados.
Xerxes, rei da Pérsia, em 480 a.C. fez nova investida e Atenas chegou a ser incendiada. Houve derrotas e vitórias de ambos os lados, mas os gregos conseguem derrotar os persas em 479 a. C., na Batalha de Plateia, pondo um fim à guerra.

Guerra do Peloponeso (séc. Va.C.)

Ao final das Guerras médicas, várias cidades-estado gregas formaram a confederação de Delos, lideradas por Atenas, com a finalidade de se organizarem, financeira e militarmente, em razão de uma possível nova ofensiva persa. Tal situação fez surgir o imperialismo ateniense. Contra tal hegemonia esgueu-se Esparta, que liberou a Liga do Peloponeso para combater Atenas e aliadas. Esses conflitos são conhecidos como as Guerras do Peloponeso.
A guerra foi longa e exaustiva. As cidades gregas, esgotadas e divididas, não resistem ao avanço da Macedônia.

Domínio macedônico

Desde 360 a.C., o rei Felipe II da Macedônia impõe sua hegemonia sobre muitas colônias gregas.
Seu filho Alexandre Magno amplia e consolida o domínio da Macedônia sobre a Grécia, que chega ao fim de uma época de esplendor.
Em 334 a.C. Alexandre Magno volta-se contra o Império Pérsa e posteriormente, sobre a Fenícia e o Egito, chegando atingir a Índia.
Alexandre morre em 323 a.C. e seu império é dividido entre seus generais. Lutas internas provocam o enfraquecimento e a intervenção de Roma. Em 146 a.C. a Grécia é integrada ao domínio romano. 


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Para Estudar!!! Antiguidade Oriental




 Para acessar o conteúdo, clique abaixo:


Antiguidade Oriental


 Para treinar (bônus para quem responder no caderno!!)

1)O historiador Heródoto afirmou: " O Egito é uma dádiva do Nilo". Qual é seu significado?

2) As civilizações antigas do Egito e da Mesopotâmia assemelham-se em muitos aspectos históricos; no entanto, não podemos negar suas peculiaridades. Uma delas diz respeito à importância dos rios que cortavam seus territórios.
a) Quais são, respectivamente, esses rios?
b) Em que esses rios eram importantes?

3)Qual a atividade associada aos fenícios e quais seus reflexos para a civilização na orla do mediterrâneo?

4) O que foi o cativeiro da Babilônia?

5) Qual o principal elemento de união do povo hebreu na Antiguidade? Qual a principal fonte histórica sobre este povo?

Bons Estudos!!!




segunda-feira, 15 de maio de 2017

Mesopotâmia - 1º A, B, C - Para Resumo - 23 e 24/05

A Civilização Mesopotâmica 


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        A segunda das mais antigas civilizações do mundo foi, provavelmente, a que começou no vale do Tigre e do Eufrates mais ou menos em 3.500 ou 3.000 a.C. Por conveniência, os historiadores se referem a essa civilização como "mesopotâmica", embora seja às vezes o termo Mesopotâmia restringido à parte norte da terra que fica entre os dois rios. A civilização mesopotâmica era completamente diferente da egípcia. Sua história política é assinalada por interrupções bruscas. Sua composição racial era menos homogênea e sua estrutura social e econômica oferecia campo mais largo à iniciativa individual. Talvez fossem mais profundas as diferenças entre os ideais, a religião e as atitudes sociais dos dois povos. 
      A cultura egípcia era predominantemente ética; a mesopotâmica, jurídica. O desprezo dos egípcios pela vida, excetuando-se o período do Médio Império, era geralmente uma atitude de alegre resignação, relativamente liberta de superstições grosseiras. A atitude mesopotâmica, ao contrário, era melancólica, pessimista e inquietada por terrores mórbidos. Enquanto o nativo do Egito acreditava na imortalidade da alma e dedicava grande parte de seus esforços à preparação da vida futura, seu contemporâneo mesopotâmio vivia no presente e olhava com indiferença seu destino no além-túmulo.
         Finalmente, a civilização do vale do Nilo compreendia conceitos de monoteísmo, uma religião de amor e igualdade social; a do TigreEufrates era mais egoísta e desdenhosa. Sua religião raramente ultrapassou o estágio dum politeísmo primitivo e seus ideais de justiça se limitavam em grande parte à observância literal dos termos de um contrato. 


6. O LEGADO MESOPOTÂMICO 

      Não obstante a qualidade relativamente inferior da civilização mesopotâmica, sua influência foi pouco menor que a do Egito. De uma ou de outra das quatro nações mesopotâmicas recebemos um considerável número de nossos elementos culturais mais comuns: o ano de doze meses, a semana de sete dias; o fato de os mostradores de nossos relógios conterem os números de um até doze, correspondentes à divisão caldaica do dia em doze horas duplas; a crença nos horóscopos; a superstição de fazer o plantio de acordo com as fases da lua; os doze signos do zodíaco; o círculo de 360 graus; e o processo aritmético da multiplicação. 
      A influência exercida por eles em várias nações da antiguidade foi ainda mais significativa. Os persas sofreram profundamente a influência da cultura caldaica. Os hititas, que ajudaram os cassitas na destruição dos babilônio mais ou menos em 1.750 a.C., adotaram as tabuletas de argila, a escrita cuneiforme, a epopéia de Gilgamesh e muito da religião da nação que conquistaram. A religião babilônica influenciou também os fenícios, como se evidencia da adoração de Astarte (Istar) e Tamuz. Dos sumerianos ou dos antigos babilônios, os cananeus herdaram grande parte de seu direito e também muitas de suas crenças religiosas. 
      Os principais herdeiros da cultura mesopotâmica foram, porém, os hebreus. Provavelmente já pelas alturas de 1.400 a.C., um de seus patriarcas, Abraão, viveu por algum tempo em Ur, cidade do baixo Eufrates. Numerosos traços mesopotâmicos foram também adquiridos indiretamente, através do contato com os cananeus e com os fenícios. Foi, possivelmente, desse modo que os hebreus se apoderaram das lendas da Criação e do Dilúvio e dum sistema de direito que tinham sua origem última na civilização mesopotâmica. Uma influência ainda maior foi exercida durante o período do Cativeiro, de 586 a 539 a.C. No espaço desses 47 anos os judeus viveram, pela primeira vez, em contato intimo com uma nação rica e poderosa. 
       A despeito do ódio aos opressores, adotaram inconscientemente muitos de seus costumes. Há provas, por exemplo, de que a predileção dos judeus pelo comércio foi adquirida por influência da cultura mercantil da Babilônia. Além disso, muita coisa do simbolismo, pessimismo, fatalismo e demonologia dos caldeus passou para a religião de Judá, corrompendo-a grandemente. As instituições e crenças mesopotâmicas exerceram também sua influência sobre os gregos e os romanos, embora de modo indireto. A filosofia estóica, com suas doutrinas do determinismo e do pessimismo, deve ter refletido esta influência em certa medida, pois seu criador Zenão era semita, provavelmente um fenício. Melhor exemplo duma origem mesopotâmica possivelmente será encontrado em práticas romanas tais como a adivinhação, a adoração de planetas como deuses e o uso do arco e da abóbada. Muitos desses elementos foram introduzidos entre os romanos pelos etruscos, povo de origem asiática ocidental. Outros foram trazidos pelos próprios romanos em conseqüência de suas campanhas militares na Ásia Menor. Comprova-se a existência, ao menos nos últimos séculos da história imperial, de nativos da região mesopotâmica residindo em Roma, pelo fato de usarem os romanos o nome de "caldeu" como sinônimo de "astrólogo" e de recorrerem a eles em numerosas ocasiões, como previsores do futuro. 


terça-feira, 25 de abril de 2017

Antiguidade - Egito (para resumo - 1º A. B C - 1ªsemana de maio)

A civilização egípcia




A Fase de cultura neolítica chegou ao seu fim, em algumas partes do mundo, pouco depois de 5.000 a.C. Parece ter desaparecido no vale do Nilo antes que em qualquer outro lugar, mas a área banhada pelos rios Tigre e Eufrates não ficou muito atrás. O declínio da cultura neolítica marcou o fim do que chamamos período pré-literário na história do homem. Foi substituido gradualmente por padrões mais complexos de cultura, baseados no conhecimento da escrita e comumente chamados civilizações. Mas a invenção da escrita não foi a única feição distintiva dessa nova ordem. Os instrumentos de pedra foram quase inteiramente suplantados por utensílios de bronze e outros metais. Além disso, calendários foram inventados; a religião, o estado e outras instituições desenvolveram-se em mais alto grau; a arte tornou-se mais refinada e houve avanços consideráveis na ciência e, por fim, no comércio e na indústria. Os progressos em tal terreno parecem ter sido muito rápidos no Egito; não somente isso, senão que também as realizações dos egípcios lançaram os alicerces de grande parte do trabalho de outros povos. É conveniente, portanto, que comecemos o nosso estudo das culturas históricas pelo aparecimento da civilização nas margens do Nilo.


O período pré-dinástico

Uma vez que não houve, até mais ou menos 3.200 a.C., um estado unificado duradouro no vale do Nilo, os séculos que vão de 4.000 a 3.200 são conhecidos como período pré-dinástico. Na parte inicial do período vamos encontrar a região dividida em certo número de cidades-estados ou "nomos", cada um deles independente, embora, é claro, cooperando com os demais quanto aos fins econômicos. Logo após o começo do quarto milênio deu-se uma fusão de estados que levou à formação de dois grandes reinos um ao norte e outro ao sul. Ninguém sabe como ocorreram essas consolidações, mas é possível que se tenham efetuado por acordo voluntário ou aquiescência pacífica ao governo de um soberano capaz. São escassos os indícios de conquista militar. Esses reinos duraram até o fim do período, se bem que pareçam ter estado unidos por breve espaço de tempo, logo depois da sua fundação.

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A compleição racial do Egito pré-dinástico era essencialmente a mesma que se observa em épocas posteriores. Os habitantes pertenciam ao ramo mediterrâneo da raça caucásica. Eram baixos, de tez escura, cabeça alongada, cabelos lisos e pretos, olhos fundos e nariz levemente aquilino. Alguns mostravam traços de cruzamentos negróides e líbios e, possivelmente, de sangue semita ou de outros povos da Ásia Ocidental. 
O período pré-dinástico não foi de nenhum modo insignificante na história cultural do Egito. Houve notáveis progressos nas artes e ofícios, e até mesmo em algumas ciências. Instrumentos, armas e ornamentos eram habilmente confeccionados de pedra, cobre e ouro. Descobriram-se novos processos de acabamento, vidragem e decoração dos artefatos de cerâmica, o que habilitou os egípcios desse período a fazer vasilhas de utilidade e excelência artística não inferior às de quaisquer outras produzidas pelos seus descendentes de época mais adiantada. Outras realizações importantes foram o desenvolvimento de um sistema eficiente de irrigação, o saneamento de terras pantanosas e a confecção de tecidos de linho de qualidade verdadeiramente superior. Mas isso não é tudo. Há testemunhos de que os egípcios do período pré-dinástico desenvolveram um sistema de leis baseado nos costumes, sistema esse cercado de tamanho prestígio que mais tarde se impôs ao próprio faraó. Parece ter também entrado em uso um sistema de escrita. Apesar de nunca se ter encontrado um exemplar de tal escrita, os espécimes que possuímos da Primeira Dinastia são de natureza tão complexa que devem ter-se originado muito tempo antes. Os egípcios desse período inventaram, ainda. o primeiro calendário solar da história do homem. Parece ter-se baseado no reaparecimento anual da estrela Sírius e dividia o ano em doze meses de trinta dias cada um, com cinco dias de festa adicionados ao fim de cada ano. De acordo com o cômputo dos egiptólogos modernos, esse calendário foi posto em vigor por volta de 4.200 a.C. A existência de um calendário exato nessa época prova que a matemática, e possivelmente as demais ciências, já haviam alcançado um grau considerável de desenvolvimento. 


Estrutura política


O primeiro faraó do Egito unificado foi Menés, fase conhecida como "Antigo Império", no qual foram construídas grandes pirâmides - Quéops, Quéfren e Miquerinos.
A fase posterior conhecida como "Médio Império" foi um período marcado pela expansão territorial - os egípcios conquistaram Núbia.

Apesar do grande desenvolvimento, o reino sofria com revoltas internas e guerras, o que acabou por enfraquecê-lo, facilitando a invasão dos hicsos, povo asiático, que governou o Egito por aproximadamente 150 anos (a vitória desse povo aconteceu pelo uso de cavalos e carros de combate, até então desconhecido pelos egípcios).

A última fase política do Egito iniciou após a expulsão dos hicsos é conhecida como "Novo Império". Período marcado por uma política expansionista com a conquista da Síria, Fenícia e Palestina e reconquista da Núbia. Neste momento o governo cobra pesados tributos dos povos conquistados.
A cobrança desses impostos mais o controle de importantes rotas comerciais enriqueceram o faraó, os chefes militares e os sacerdotes.
O restante da população, empobrecida obrigada a servir a infantaria somada às ondas de sublevações dos povos conquistados debilitaram o reino permitindo a invasão do território primeiro pelos núbios, depois pelos assírios e persas. Foi a perda definitiva da autonomia política.
Em 332 a.C. o território foi invadido pelas tropas de Alexandre Magno e incorporado ao Império Macedônico.
Após a morte de Alexandre, o Egito passou a ser governado por Ptolomeu Lago, general de Alexandre dando início a dinastia lágida, que governou por quase trezentos anos. A rainha Cleópatra foi a última governante dessa dinastia antes do domínio romano, em 31 a.C..



A religião egípcia

Os egípcios eram politeístas (acreditavam em vários deuses). De acordo com este povo, os deuses possuíam poderes específicos e atuavam na vida das pessoas. 
Os deuses do antigo Egito, foram Faraós que reinaram no período pré dinástico. Assim, os mitos foram inspirados em histórias que aconteceram de verdade, milhares de anos antes. Para a cultura do antigo Egito o casamento consangüíneo tinha o sentido de complementaridade, unir céu e terra, seco e úmido, por essa razão diversos deuses eram irmãos que se casavam entre si.
Osiris foi o primeiro Faraó e, que com o passar do tempo foi divinizado. Seu reinado em vida marcou uma época de prosperidade e ao morrer passou a ser o soberano do reino dos mortos.
Os egípcios representavam os deuses com o corpo formado por parte humana e parte de animal sagrado. Anúbis, por exemplo, deus da morte, era representado com cabeça de chacal num corpo de ser humano. Faziam rituais e oferendas aos deuses imaginavam que assim os agradavam e conseguiriam ajuda em suas vidas.
No Egito Antigo existiam diversos templos, que eram construídos em homenagem aos deuses. Cada cidade possuía um deus protetor.
Outra característica importante da religião egípcia era a crença na vida após a morte. De acordo com esta crença, o morto era julgado no Tribunal de Osíris. O coração era pesado e, de acordo com o que havia feito em vida, receberia um julgamento. Para os bons havia uma espécie de paraíso, para os negativos, Ammut devoraria o coração.


Deuses Egípcios

Sol (principal deus da religião egípcia)

Ptah      
obras feitas em pedra
Toth             
sabedoria, conhecimento, representante da Lua

Seth      
tempestade, mal, desordem e violência
Anúbis
os mortos e o submundo

Sobek   
paciência, astúcia
Bastet
fertilidade, protetora das mulheres grávidas

Osíris    
vida após a morte, vegetação
Hathor             
amor, alegria, dança, vinho, festas

Ísis        
amor, magia
Hórus
céu

Tefnut  
nuvem e umidade
Khnum
criatividade, controlador das águas do rio Nilo

Chu
ar seco, luz do sol
Maet             
justiça e equilíbrio

Geb       
terra



Realizações intelectuais dos egípcios

I. Ciência

No campo das ciências os egípcios desenvolveram principalmente a aritmética, a astronomia e a medicina. A ciência procurava resolver problemas práticos, como controle das inundações, construção do sistema hidráulico, preparação da terra, combate as doenças etc. Preocupados com os fenômenos da natureza, os egípcios ao desenvolver a astronomia, criaram um calendário baseado no movimento do sol. Por esse calendário, o ano era dividido em 12 meses de 30 dias e mais 5 dias de festas, que eram adicionados no final para completar os 365 dias anuais.
Os egípcios pouco fizeram em outros campos científicos. Apesar de serem realizado façanhas de engenharia que rivalizam com a perícia da mecânica moderna, seus conhecimentos de física eram os mais rudimentares possíveis. Conheciam o princípio do plano inclinado, mas ignoravam a roldana e, provavelmente, também, o rolo. Embora fosse pequeno o seu conhecimento de química, ao menos deram o nome a essa ciência. Deve também ser consignado, em seu favor, um considerável progresso na metalurgia, a invenção do relógio de sol e do de água, o fabrico do papel e do vidro. Com todas as suas deficiências como cientistas puros, igualaram realmente os romanos nas realizações práticas e foram muito além dos hebreus e dos persas. 

II. Escrita e Literatura

Os egípcios desenvolveram sua primeira forma de escrita no período pré-dinástico. Esse sistema, conhecido como hieroglífico (termo derivado do grego, significando gravura sagrada), foi inicialmente composto de sinais pictográficos para designar objetos concretos. Gradualmente alguns desses sinais tomaram um sentido convencional e foram usados para representar conceitos abstratos. Outros caracteres foram introduzidos para designar sílabas separadas, que podiam ser combinadas para formar palavras. Finalmente foram adicionados, logo no início do Antigo Império, vinte e quatro símbolos, representando cada um deles um único fonema consonantal da voz humana. Assim o sistema hieroglífico de escrita, em época bem remota, veio a incluir três tipos separados de caracteres: pictográficos, silábicos e alfabéticos.

A literatura egípcia era em grande parte filosófica e religiosa. O primeiro tipo já foi discutido. Sem dúvida, os melhores representantes do segundo foram o Drama Menfítico, o Hino ao Rei-Sol, de Ikhnáton, e os hinos de devoção pessoal que sobreviveram do período do Novo Império. O Drama Menfítico, escrito por volta de 3.000 a.C., é um diálogo teológico no qual vários deuses discorrem sobre as doutrinas da religião solar. O objeto desse trabalho, aparentemente, era promover a adoração nacional do rei-sol Re. Seu tema predominante é a idéia que Re é o árbitro do destino humano, o autor do bem e o doador de vida ao "pacífico" e de morte "ao culpado". O Hino de Ikhnáton, composto pelo grande faraó reformador do século XIV a.C., é uma ode magnífica em louvor da majestade, da providência e da justiça de Áton, o "único deus perante o qual nenhum outro existe". Constitui a suprema expressão do conceito egípcio do monoteísmo universal.  


Vida social e econômica

Durante a maior parte da história do Egito a população esteve dividida em cinco classes: a família real; os sacerdotes; os nobres; a classe média dos escribas, mercadores, artífices e lavradores; e, por último, a classe dos servos. No Novo Império foi adicionada uma sexta classe - a dos soldados profissionais, que se situavam imediatamente abaixo dos nobres. Nesse período foram também capturados milhares de escravos, e estes, durante certo tempo, formaram uma sétima classe. Desprezados tanto pelos homens livres como pelos servos, eram forçados a trabalhar nas pedreiras do governo e nas terras pertencentes aos templos. Aos poucos, no entanto, foram sendo alistados no exército e até no serviço pessoal do faraó. Desse modo, deixaram de constituir uma classe separada. A posição relativa das várias classes da sociedade mudava de tempos em tempos. No Antigo Império, os nobres e os sacerdotes tinham a supremacia entre todos os súditos do faraó. No Médio Império, foi a vez da classe comum. Escribas, mercadores, artífices e servos rebelaram-se contra os nobres e arrebataram concessões do governo. É especialmente digno de nota o papel preponderante que mercadores e indústrias desempenharam nesse período. A fundação do império propriamente dito, acompanhada, como foi, pela extensão das funções administrativas, deu origem à ascendência de uma nova nobiliarquia, formada principalmente por burocratas. O poder dos sacerdotes também cresceu com o desenvolvimento da magia e da superstição. 




 As realizações egípcias e sua importância para nós

Poucas civilizações antigas soprepujam a egípcia em importância para o mundo moderno. Mesmo a influência dos hebreus não teve maior extensão. Da terra dos faraós vieram o germe e o estímulo de numerosas conquistas intelectuais dos tempos posteriores. A filosofia, a aritmética, a geometria, a astronomia, a escrita e a literatura tiveram seu marco inicial nessa época. Os egípcios desenvolveram, também, um dos mais antigos sistemas de jurisprudência e de teoria política. Aperfeiçoaram as conquistas práticas da irrigação e da engenharia, o fabrico de cerâmica, vidro e papel. Foram o primeiro povo a ter uma clara concepção da arte com fins outros que não os utilitários, e estabeleceram princípios arquitetônicos destinados a largo uso no futuro. Entre eles são notáveis a coluna, a colunata, o obelisco e o clerestório. De maior significação ainda foram as contribuições egípcias no campo da religião e da ética individual e social. Com exceção dos persas, os habitantes das margens do Nilo foram o único povo do mundo antigo a erigir uma religião nacional em torno da doutrina da imortalidade da alma. Tanto os sacerdotes como os sábios egípcios foram os primeiros a pregar o monoteísmo universal, a providência divina, o perdão dos pecados e as recompensas e punições depois da morte. A teoria ética egípcia foi a fonte na qual várias nações foram buscar suas normas de moralidade pessoal e social, pois ela compreendia não somente a condenação do assassínio, do furto e do adultério, mas incluía, também, elevadas concepções de justiça, de benevolência e da igualdade de todos os homens. Tão impressionante é o vulto das realizações egípcias que alguns historiadores, ardentes admiradores dessa cultura, chegaram à conclusão de que as civilizações posteriores se distinguiram principalmente pela sua falta de originalidade. De acordo com esse ponto de vista, os seres humanos nos últimos 3.000 anos pouco mais fizeram do que copiar e adaptar conhecimentos e descobertas herdadas do Egito. Pretende-se ter sido o vale do Nilo o nascedouro de cada instituição e crença Que veio ocupar posição de importância fundamental na cultura das épocas mais recentes. Vêem-se ali a fonte das doutrinas básicas de todas as grandes religiões do mundo, os princípios do direito e da moralidade, os fundamentos do progresso científico (as formas de organização econômica. Presenteados com uma herança tão rica, todos os povos subseqüentes seguiram o caminho do menor esforço e se contentaram em aplicar o que lhes foi transmitido pelo passado. Em última análise, tudo é explicado como sendo de origem egípcia. Embora seja essa interpretação claramente exagerada, pode prestar serviço prevenindo-nos contra uma possível subestima das contribuições duradouras da civilização egípcia.